BIOGRAFIA: Eliane Lita, nascida em Embu das Artes (SP) e formada em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Atualmente mora em São Gabriel (RS). Autora dos romances Meu Herdeiro à Família Mohrwaii e Bella & Fábio. Participou das antologias Sussurros Poéticos, A Magia do Natal e Antologia Letras Poéticas. É coorganizadora da antologia Nosso Jeitinho, onde também assina o conto Consuelo, a Gatinha Sem Pelos.
Guilherme Mossini Mendel: Quem é Eliane Lita? Como você se apresenta e se define para o público?
Eliane Lita: Eliane Lita é meu nome e apelido de infância que uso para assinar como escritora desde 2023.
GMM: Quando e com quem você descobriu a escrita, e em que ocasião decidiu levá-la mais a sério?
EL: Sempre quis escrever... Na minha juventude, pensava em escrever sobre minha vida, mas não conseguia passar dos primeiros capítulos, por serem lembranças que me emocionam. Mas, com o confinamento da epidemia de COVID, passei a ler mais. E, em 2022, comecei a ter algumas ideias que anotei nos meus cadernos. Em janeiro de 2023, comecei a escrever Meu Herdeiro à Família Mohrwaii, em torno de 12 a 16h por dia escrevendo sem parar. Em março do mesmo ano, o livro já estava escrito e passando por correções de alguns profissionais da área.
GMM: Em que momento a leitura entrou na sua vida e qual a importância dela para você?
EL: Quando criança ainda, não sabia da importância dela na minha vida, porém via um brilho no olhar de minha mãe ao me ver lendo, e isso era uma motivação maravilhosa. No entanto, eu tive uma infância onde trabalhar era necessário. Mas tudo o que eu podia ler, lia. Principalmente quando as professoras nos levavam à biblioteca, ou para escolher algum livro para lermos e apresentar um resumo. Mesmo assim, li muito pouco. Continuei estudando e lendo artigos técnicos das aulas. Pois, mesmo trabalhando, sempre gostei muito de estudar. Sempre soube que ler era muito mais que um simples abrir de um livro, uma necessidade.
GMM: Quais são os autores, vivos ou mortos, que mais lhe marcaram? Há algum que você considera um mestre ou referência constante?
EL: Nossa, temos tantos escritores contemporâneos maravilhosos, como: Denis Nishimura, Mônica Heinen, Viviane Ferraz, Silmara Aldrighi, Cecília Lorca, Eliana Bauman, Sônia Guzzi, Vania Albuquerque, Fernanda Goucher. Uma infinidade de mestres e excelentes referências, entre outros, que tornam nossa literatura atraente e robusta.
GMM: O que você busca com os seus livros? Qual é a sua intenção ou desejo ao escrever?
EL: Despertar a união feminina. Não há necessidade de concorrência. Somos mulheres e sabemos que em colaboração somos mais fortes, capazes e felizes.
GMM: Para você, o que torna uma narrativa interessante? Qual é o seu estilo favorito de leitura?
EL: Gosto mais das narrativas claras e diretas. Ainda não encontrei meu estilo favorito. Sou eclética. Leio de romances a artigos científicos. E, se for um assunto do meu interesse, então...!
GMM: Na sua visão, qual é a importância da literatura na vida das pessoas?
EL: Na minha, foi totalmente de cura. Voltar a ela me deu mais estabilidade emocional. Pois, quando resolvi escrever, estava em meio a uma forte depressão.
GMM: Como surgem as histórias que você desenvolve nos seus livros? Existe algum processo criativo, ritual ou circunstância que favoreça a sua escrita?
EL: Quando estou em crises de ansiedade leio e escrevo mais. Já escrevi dois livros ao mesmo tempo. Um está lançado e o outro em fase de aperfeiçoamento.
GMM: Quais são as suas principais publicações, seja em livro ou na internet, e onde o público pode encontrá-las?
EL: Meu Herdeiro à Família Mohrwaii e Bella & Fabio – Do Amor ao Ódio, ambos em ebook na Amazon, e o último em ebook e físico no site do Literunico. Tem ainda, a linda antologia Nosso Jeitinho, que participei como uma das organizadoras, com mais 11 escritoras. Você também encontra em ebook na Amazon e físicos colorido e para colorir na Uiclap.

GMM: Que projetos literários você sonha realizar nos próximos anos?
EL: Não costumo planejar a longo prazo. Sou uma depressiva, então vivo um dia de cada vez. Mas espero seguir escrevendo, mesmo que esteja com bloqueio criativo há um longo tempo, já. E aprender a escrever contos, suspense e terror.