O cérebro é um ser divergente,
que precisa de um comer diferente.
Nutre-se da leitura atenta de uma página,
da busca por uma palavra mágica,
do cálculo que almeja a lógica.
Devora fórmulas e operações,
abocanha formas e traduções,
engole rimas e escansões.
Assim, não sei o que é mais triste:
um cérebro faminto
que não recebe alimento,
ou um cérebro sem fome
que nada mais come.