Poeta Guilherme Mossini Mendel
"Quem escala montanhas se fortalece. Quem procura atalhos acaba se perdendo."
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Textos

 

 

BIOGRAFIA:

 

Stephany Freitas é escritora, poetisa e influenciadora digital de Salvador (BA), Brasil. Aos 25 anos, ela vive com deficiência física em decorrência da Atrofia Muscular Espinhal Tipo 3, e iniciou sua trajetória literária ainda na infância. Seu primeiro livro, “As Aventuras de Stephany e Luana”, foi escrito aos 12 anos, marcando o início de sua caminhada na literatura. Ao longo dos anos, sua voz e sensibilidade alcançaram rádios nacionais e internacionais. Hoje, Stephany se consolida como uma jovem referência de inspiração, superação e talento na literatura contemporânea

 

 

Guilherme Mossini Mendel: Como sua jornada na escrita começou? Houve algum momento ou experiência que te impulsionou a se tornar escritora?

 

Stephany Freitas: Minha jornada na escrita começou ainda na infância. Desde pequena, eu encontrava nas palavras uma forma de expressar sentimentos que muitas vezes eu não conseguia explicar. Aos 12 anos escrevi meu primeiro livro, “As Aventuras de Stephany e Luana”, e naquele momento percebi que a literatura poderia ser muito mais do que um hobby — ela poderia ser minha voz. A escrita nasceu da necessidade de transformar emoções, desafios e sonhos em algo capaz de tocar outras pessoas.

 

 

GMM: Quais são as influências e inspirações que mais te marcaram na literatura e na vida?

 

SF: Minha maior inspiração sempre foi a própria vida. As dificuldades, os momentos de superação e as pessoas que cruzaram meu caminho me ensinaram muito. Também me inspiro em escritores e poetas que escrevem com verdade, sensibilidade e coragem. Além disso, minha família, minha fé e todas as experiências que vivi como mulher com deficiência me motivam diariamente a continuar criando.

 

 

GMM: Você se sente à vontade para compartilhar sua história? Como foi o processo de transformar sua vivência em arte?

 

SF: Sim, hoje me sinto muito mais à vontade para compartilhar minha história. Transformar minha vivência em arte foi um processo profundo e até doloroso em alguns momentos, porque escrever exige sinceridade. Mas foi justamente através da poesia e da literatura que consegui transformar dores em força, silêncio em voz e desafios em inspiração. A arte me ajudou a enxergar beleza até nas cicatrizes.

 

 

GMM: De que maneira a sua deficiência moldou sua trajetória literária e artística?

 

SF: Minha deficiência moldou completamente minha forma de enxergar o mundo. Viver com Atrofia Muscular Espinhal Tipo 3 me ensinou sobre resistência, sensibilidade e empatia. Tudo isso reflete na minha escrita. Minha arte carrega verdade, emoção e a vontade de mostrar que pessoas com deficiência também têm sonhos, talentos e histórias que merecem ser ouvidas.

 

 

 

 

GMM: Enfrentar preconceitos é uma realidade para muitas pessoas. Como você lida com as dificuldades que surgem no seu dia a dia e no seu trabalho?

 

SF: Não é fácil, porque o preconceito ainda existe de muitas formas, inclusive silenciosas. Mas aprendi que não posso permitir que a visão limitada das pessoas defina quem eu sou. Procuro transformar cada dificuldade em combustível para continuar crescendo. Meu trabalho também é uma forma de resistência: ocupar espaços, mostrar meu talento e provar diariamente que sou capaz.

 

 

GMM: O que você gostaria que as pessoas compreendessem melhor sobre a sua realidade e sua vivência?

 

SF: Gostaria que as pessoas entendessem que deficiência não define uma pessoa inteira. Antes da deficiência, existe alguém com sonhos, sentimentos, talentos e desejos como qualquer outro ser humano. Inclusão não é caridade, é respeito. O que mais precisamos é de oportunidades, acessibilidade e empatia.

 

 

GMM: Que conselho você daria para aqueles que enfrentam desafios semelhantes aos seus, e como eles podem transformar adversidades em motivação?

 

SF: Eu diria para nunca permitirem que a dor apague a própria identidade. Os desafios podem até nos marcar, mas não precisam nos limitar. Cada pessoa possui uma força que muitas vezes nem imagina ter. Transformar adversidades em motivação começa quando entendemos que nossa história tem valor e que nossas cicatrizes também podem inspirar outras pessoas.

 

 

GMM: Qual mensagem você busca transmitir com suas obras, e como espera que elas cativem os leitores?

 

SF: Quero transmitir esperança, sensibilidade e verdade. Desejo que as pessoas leiam minhas obras e se sintam acolhidas, emocionadas e representadas. Espero que minhas palavras façam alguém perceber que ainda vale a pena continuar, mesmo depois das fases difíceis da vida.

 

 

GMM: Quais são os temas ou questões que você mais gosta de explorar em seus escritos, e o que te motiva a abordá-los de forma tão intensa?

 

SF: Gosto muito de escrever sobre superação, sentimentos, desigualdade, amor, dor e resistência. Também gosto de abordar temas ligados à inclusão e à força feminina. Escrevo de forma intensa porque tudo o que coloco no papel vem da alma. Minha escrita nasce da vivência e da emoção.

 

 

GMM: Quais são seus próximos passos na carreira? O que podemos esperar de você nos próximos anos?

 

SF: Quero continuar expandindo minha trajetória na literatura, participar de novos projetos culturais, lançar novas obras e alcançar cada vez mais pessoas através da minha escrita. Também desejo representar ainda mais a literatura brasileira em espaços nacionais e internacionais. Nos próximos anos, espero continuar sendo voz, inspiração e prova de que os sonhos podem sobreviver até mesmo aos dias mais difíceis.

 

 

 

Guilherme Mossini Mendel e Stephany Freitas
Enviado por Guilherme Mossini Mendel em 24/05/2026
Alterado em 24/05/2026
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