𝜗ৎ Este é um livro que se ergue como um mosaico de vozes íntimas e sociais. Dividido em três partes: "Consciência", "Contrapontos" e "Constatação", a obra é um percurso em que o autor confronta a si mesmo, o mundo ao redor e, por fim, o entendimento que consegue extrair dessa travessia.
𝜗ৎ Na primeira parte, a poesia funciona como um mergulho interior. Textos como "Solidão", "O mal" e "Sobrevida" exploram os limites do eu, mostrando um sujeito que oscila entre força e fragilidade, desejo de pertencimento e necessidade de afastamento. O tom é confessional, quase um diário em versos, mas com alcance universal, pois reflete dilemas que qualquer pessoa reconhece em si.
𝜗ৎ A segunda parte, "Contrapontos", é onde o autor projeta sua visão crítica sobre a coletividade. Em poemas como "Obsolescência" e "Vertigem", ele expõe a pressa e a descartabilidade do tempo moderno.
𝜗ৎ Por fim, em "Constatação", a poesia se abre para a experiência acumulada. Poemas como "Restauração" revelam maturidade e serenidade, como se, após atravessar os abismos, o eu poético reencontrasse um espaço de paz, afeto e reconciliação.
𝜗ৎ Há ironia, há lirismo, há denúncia, mas sobretudo há autenticidade. O texto nunca soa fabricado, sempre parece pulsar de uma necessidade vital de escrever.
𝜗ৎ Essa obra é, acima de tudo, uma experiência de sinceridade poética. Um livro que se lê rápido, mas permanece ecoando. Eu amei conhecer a escrita do autor.
(Resenha publicada originalmente no perfil de bookgram @encantosdabellaah.)