Poeta Guilherme Mossini Mendel
"Quem escala montanhas se fortalece. Quem procura atalhos acaba se perdendo."
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Textos

A fúria que não perdoa ninguém: uma interpretação do poema "O mal" a partir da perspectiva de um bipolar

 

A beleza do poema “O mal”, do professor e poeta Guilherme Mossini Mendel, em sua obra “Contudo”, vai muito além da poética. Ele nos faz refletir sobre diversas questões, e uma delas, que gostaria de trazer aqui, é a saúde mental. Isso mesmo: uma tentativa de mostrar como uma mente fragilizada pode tornar má (ou levar a atitudes más) uma pessoa de bom coração e índole.

 

Sou portador do transtorno bipolar e sei muito bem como a “repentina fúria / demoníaca possessão / que fere, destrói / e desconsidera” age em nosso corpo. Uma crise violenta ignora se você tem mãe, pai, amigos — e até você mesmo. Ela não perdoa ninguém. Destrói o psicológico, o físico e todo o entorno da pessoa em questão.

 

“O mal que há em mim / ignora / o meu ser / embrulha / os meus sentimentos / e anula / a minha consciência”

 

Sim, trato um transtorno mental como um mal, pois não há como negar o tamanho de seu impacto. Uma crise psicótica ignora toda e qualquer bondade que existe em uma pessoa. Choro, raiva, agressividade: são sintomas de uma dor profunda que toma conta, como se fosse realmente uma possessão. A pessoa perde a racionalidade e precisa de ajuda em um momento tão delicado.

 

“O mal que há em mim / precisa ser domado / antes que me domine”

 

Se você já foi dominado por uma crise que lhe fez perder a racionalidade, procure ajuda. Medicação, terapia e exercícios físicos são essenciais para o controle das crises. Há sempre uma saída, e devemos buscá-la.

Adilson Junior Pilotto
Enviado por Guilherme Mossini Mendel em 11/02/2026
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