Expressar-se em versos é uma necessidade do poeta, mas não algo que ele precise saciar como a sede ou a fome. Ambas ocorrem quando o indivíduo está vazio; a poesia, ao contrário, nasce quando ele está cheio. Assim como nas necessidades fisiológicas, o alívio só vem após o registro do primeiro esboço, aquela captura da inspiração fugaz.