Poeta Guilherme Mossini Mendel
"Quem escala montanhas se fortalece. Quem procura atalhos acaba se perdendo."
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Textos

Por que eu amo colecionismo? (AJP) *

 

Desde pequeno, sou apaixonado pelo colecionismo e por reunir itens que considero especiais. Essa paixão ganhou força em 2001, na 5ª série, quando li um pequeno livro chamado "O Colecionador". A leitura despertou em mim o desejo de ampliar minhas coleções — na época já juntava tazos e figurinhas, mas queria mais. Hoje não tenho apenas uma coleção, mas várias: moedas, cédulas, CDs, DVDs, fitas, copos, discos, gibis e outras coisas. A cada dia me encanto mais com essa ideia e, sempre que o dinheiro permite, compro algo novo para manter viva a chama que arde em mim.  

 

Mas afinal, por que essa paixão? Qual o sentido de colecionar? Por que guardamos certos objetos com tanto carinho, cuidamos deles e até sentimos ciúmes? Vou tentar responder.  

 

Minha relação com o colecionismo começou cedo, com cartões telefônicos e figurinhas. Cada novo item trazia uma emoção intensa: colar uma figurinha inédita no álbum ou conseguir um cartão diferente era como sentir a dopamina explodir. Esse é um ponto essencial: colecionar mexe com as emoções. Até hoje, quando compro algo pela internet, a expectativa pela chegada do pacote é uma mistura deliciosa de ansiedade e alegria. O momento de abrir, tocar e apreciar cada detalhe — como ouvir um CD novo e folhear seu encarte — é simplesmente mágico.  

 

Colecionamos porque apreciamos. Se admiramos a estética das moedas, juntamos moedas; se amamos HQs, reservamos um espaço especial para elas em casa. O colecionismo é emoção e apreciação. Se alguém me perguntar qual é o sentido de colecionar, eu diria que não há um sentido universal: cada colecionador dá significado ao que, para muitos, parece não ter nenhum. Uma moeda antiga pode ser apenas metal sem valor comercial, mas para o colecionador é história viva. Um selo pode ser só um pedaço de papel, mas também pode revelar um universo fascinante. Assim, colecionar é dar sentido ao que a maioria não vê sentido algum. É também preservar a memória: quando muitos descartam gibis, revistas ou moedas antigas, o colecionador os guarda e protege. Nesse gesto há um verdadeiro resgate histórico.  

 

Quanto ao cuidado e ao ciúme, são naturais. Uma coleção exige investimento de tempo, dinheiro e dedicação. Não é fácil mantê-la nos dias de hoje, com tantas despesas básicas pesando no bolso. Por isso, cada item tem um valor enorme: não apenas o preço, mas o esforço e a vida que estão por trás dele. Afinal, dinheiro é tempo, e tempo é vida.  

 

Essas são minhas impressões sobre o colecionismo e o motivo de eu gostar tanto de colecionar. É um hobby que cultivo desde 2001 e não pretendo abandonar. Dentro das minhas possibilidades, quero sempre manter viva essa chama que me acompanha desde a juventude.

Adilson Junior Pilotto
Enviado por Guilherme Mossini Mendel em 29/12/2025
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