Textos
Antes do incêndio - II *
Sempre fui quem escreve,
quem traduz o amor dos outros
em versos que nunca me escolhem.
Fui o eco, não a voz.
Fui a história que inspira,
mas nunca a história vivida.
E então eu entendi:
há almas que nascem para ver a beleza,
não para fazer parte dela.
Porque sempre fui o poeta,
mas nunca o poema.
Sempre fui a palavra,
e jamais a poesia.
R.E
Enviado por Guilherme Mossini Mendel em 11/11/2025
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