Resenha sobre o filme "O Jardim dos Prazeres"
- Título: “O Jardim dos Prazeres”
- Título original: “The Pleasure Garden”
- Diretor: Alfred Hitchcock
- Produtores: Michael Balcon e Erich Pommer
- Roteirista: Eliot Stannard
- Ano de lançamento: 1925
- Tempo total: 61 min
“O Jardim dos Prazeres”, filme mudo de 1925, marca a estreia do gênio imbatível Alfred Hitchcock como diretor de cinema.
Esta produção, de quase cem anos, é extremamente atual, seja em relação aos temas que aborda, seja em relação ao estilo de narrativa.
A história gira em torno de duas dançarinas, Patsy (interpretada pela belíssima Virginia Valli) e Jill (interpretada por Carmelita Geraghty). Patsy é uma moça boa e humilde, que sabe sobreviver ao meio. Jill é uma moça teoricamente boa e humilde, que sai do interior em busca de oportunidades.
O roteiro, baseado em um romance de Oliver Sandys, explora temáticas como empatia, solidariedade, falsidade, ingratidão, egocentrismo, exploração, paixão, feminicídio, relacionamentos doentios, família, colonialismo, jogos de interesses.
Para desenvolver isso, Hitchcock utiliza várias técnicas, como, por exemplo, o sombreamento, a maquiagem, a sensualidade e a ambientação.
Chamou-me muito a atenção o emprego do comportamento do cãozinho de Patsy como um indicador do caráter dos personagens, bem como o comportamento destes para com ele, demonstrando sensibilidade por parte do cineasta. É interessante, além disso, o uso de um fantasma para demonstrar a perturbação e o arrependimento de um antagonista.